terça-feira, 8 de setembro de 2009

enfim fim*




quarta feira de cinzas. é como parece para mim. foram quatro dias de carnaval e eu pulei que nem cabrita.
perfeito!
não tive tempo de pensar, de lembrar, nem de sentir nada que não a euforia que de mim tomava conta. dizem que os poetas são tristes. dissolvem sua melancolia em palavras. escorrem por elas suas dores, frustrações, decepções.
realmente. parece mais inpirador o platonismo, as tristezas, os amores perdidos.
visceral eu sou, diria o poeta que cura. diria isso e mais.
do que é feito o sangue que corre em mim ? acho que eu tenho um tempero diferente. uma espécie de curry, de pimenta árabe talvez. não sei. só sei que cada dia me convenço disso e mais me apaixono também.
há dias não me inspirava para escrever, mas hoje uma pergunta cor verde e uma resposta madura mudou tudo.
mudança é bom , eu li.
e ao invés de chorar, sorri. me peguei com um sorrisão no rosto e não entendi nada.
agora vou viver, pensei*
mas... mais do que já estou vivendo? sim, mais!
porque viver para mim sempre foi uma leitura de viver por alguém. e aí que acabamos muitas vezes sendo fiel a um sentimento que só pertence a nós e nem diz respeito a mais ninguém. não interessa. por onde você vai você carrega a pessoa ali dentro de você.
quem não viu que enquanto você regava a flor do seu pequeno asteróide B612, ela nem se importava com você? quem não notou que para ela era mais do que obrigação sua cuidar de protegê-la? e quem não sabia que tanto faz se era você ou outro quem dela cuidava? que só era você quem cuidava porque de repente era a única disposta a isso até então?
todo mundo sabia.
principalmente você.
você se cativou. não a flor.
o cativar.
piegas, clichê, patético. real.
não seria bom se seu time ganhasse todos os jogos e fosse campeão de todos os campeonatos? não seria bom ir num cassino e ganhar horrores de dinheiro nas mesas e máquinas de jogos? não seria bom ser a número 1 em tudo?
ganhar. perder.
num dia é uma coisa. no outro outra.
num dia parece uma coisa. no outro outra.
ás vezes se ganha mais no perder. e quantas vezes se perde tanto ao ganhar.
mudança é bom. gravei.
gravei. e já mudou.
foi como cortar a fita da inauguração de algo novo. foi como soltar aquele nó que se formou por puxar tanto. ansiedade. quanto mais puxava, mais embolava. foi libertar o coração desse nó. e até sentir o sangue voltar a circular novamente. tava apertado. tava amarrado. eu não queria desamarrar. foi como tirar 90 kilos de cima de mim. literal e metaforicamente.
exagero seu, eu ouviria.
sim, exagero meu mesmo. exagero de mim a você. exagero no tanto que acreditei, no tanto que quis fazer feliz, no tanto que planejei, que depositei fé, que amei.
exagero mesmo. hipérbole que sou.
no respeito, na cumplicidade, na consideração, no amor que oferecia.
mesmo sem retorno algum.
mesmo sem qualquer expectativa desse. ciente.
ciente que nunca fui a musa. ciente que era conveniente. ciente que era até patético ter ciência de tudo isso e mesmo assim estar ali.
no carinho no rosto. na massagem nas costas, no cuidado em tudo, na torcida.
mudança é bom.
ok!
sem dramas, sem remorsos, sem tragédia, sem sofrimento algum.
acabou.
enfim, o fim. o fim para mim.
perdi.
ou ganhei. ainda não sei.
perde-se o que não se tinha? acaba o que não existiu?
perdi o quê ? fui eu quem perdi?
saudade do quê?
perdas e ganhos caminham juntas.
se em mim fica lembranças de um ideal em você a certeza de um querer bem.
convivamos com isso. e sejamos felizes com isso. porque não há como viver diferente.
as escolhas sempre trazem mudanças que trazem ganhos e trazem perdas.
resta esperar o tempo mostrar o balanço no resultado do que se preferiu.
ele mostra. sempre mostra.
hoje despetelo você e dá malmequer. tudo bem. continuo depositando fé no meu time. continuo na minha torcida. divirto-me com os bolas foras e frangos que levo e espero a próxima rodada. o jardim é grande. ainda encontro a minha flor. enquanto isso sigo .... depositando meu mel devagarinho flor em flor.. pra qualquer um na rua beija- flor!....

Música do dia : Obrigado - Cássia Eller.
Filme do dia: Closer - Perto demais.

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