algumas considerações sobre coisas as quais preferia não dizer.
eu perdi pelo meu caminho a melancolia para tratar de certos temas. não porque deixei de acreditar neles, mas simplesmente porque não deposito meu pensamento em questões que não causarão mal estar em mais alguém além de mim, POUPO-me para ocasiões especiais. com a idade a gente vai aprendendo na prática a se preservar, a se abster , a relevar coisas que realmente são completamente dispensáveis. algumas pessoas tem maior facilidade para isso, outras como eu, precisam de bastante material probatório para enxergar o que de repente deveria ser bem óbvio. muita gente já quis me alertar sobre eu me importar demais com a opinião dos outros, mas é porque eu me importava demais com os outros. era aí que o bicho pegava. o que mudou em mim perceptivelmente é o completo desinteresse por quem se apresenta desinteressado a tudo que a mim diz respeito. não me APETECE. simples assim. AMÉM. demorou para isso acontecer. claro que algumas coisas incomodam, outras surpreendem, mas trata-se de humanos, em suas convicções metamorfósicas, prometendo o que não sabem se poderão cumprir, afirmando o que não tem realmente certeza se querem. porque realmente não tem como ser diferente. e nem é por maldade. é só o girar do mundo que torna tudo diferente, que muda a percepção, a vontade, a opinião. não dá para julgar. só considerar ou não se convêm algumas pessoa no nosso convívio ou não. alguns fracassos às vezes são grandes libertações e demora para nos darmos conta disso. somos vítimas e vilãos, se enxergamos tal mudanças como responsabilidade de alguém. queria ontem, não quer mais hoje? como assimmmmmm? não tente entender. eu não tento mais. minhas tentativas de compreensão foram lidas como surto! sou a favor do DIÁLOGO, sou a favor da conciliação, sou do âmbito jurídico, ou seja isso me torna sempre disposta a negociações, a resolver tudo através da conversa se possível... o que me torna prolixa também... muitas vezes repetitiva no que acredito, e aí que você fala, fala, fala, e aí GRITA. opa agora prestaram atenção. mas aí onde foi parar sua RAZÃO? mas de que razão tratamos? a razão que se perdeu pela emoção? ou a razão que levou à ação? a que ponto chegamos para nos fazer ouvir? pois é, aí chegamos num ponto interessante, acho interessantissimo o julgamento que se faz de situações sem levar-se em conta a CAUSA para aquele efeito. tão fácil julgar, tão fácil abrir a boca míuda para QUESTIONAR uma atitude sem saber o que exatamente se sucedeu. muito conveniente, muito simples. e digo mais a pura representação da mais nojenta HIPOCRISIA. é tão suave se manifestar sobre fatos que dizem respeito a uma situação que não nos pertence. até os piores criminosos são amparados por um príncipio que os dá oportunidade de pontuarem seus atos. mas eu nem quero e nem preciso de DEFESA de ninguém, mas mais do que isso,não preciso de JULGAMENTO. principalmente de julgamento que advém de quem em momento algum se dispôs a DAR a mão. não me importo com a opinião. a LIBERDADE de opinião lhes garante o direito de pensar e falar o que bem entendem, mas se o SILÊNCIO imperou quando mais precisei, que não seja agora o momento de falar sobre algo que não presenciaram, que não se interessaram, que não vivenciaram comigo. RESPEITO a decisão de abstinência. Não COBRO o que eu sei que não têm para me dar. Lido tranquilamente com críticas ao meu respeito. não me importo mais, digo de novo. até questiono sobre a relevância do que se diz e se merece crédito, tento tomar como aprendizado e pronto. agora se me disponho a essas considerações, muito embora me contrariando porque na real não preciso disso, é porque se tem um único assunto do qual eu me transformo de passivo-troxa para leoa agressiva é esse. ENTERREI junto com minha maior alegria, tanta dor e tanta decepção, tranquei no mais fundo que pude e não ADMITO que ausentes se façam agora presentes para QUESTÕES que facilmente seriam dirimidas se estivessem por perto em tempo hábil. Se restaram DÚVIDAS, elas serão realmente eternas porque foi o tempo em que me preocuparia em dar respostas. Se tomo a iniciativa de REMEXER nisso publicamente não é em CONSIDERAÇÃO a ninguém, mas como REPÚDIO a tal comportamento. poucas pessoas tem liberdade para isso, pouquissimas. e essas pessoas são as que mais evitariam falar porque compartilharam comigo da maior perda e dor que tive até o dia de hoje. Se isso soa como APELO emocional, que assim o seja. FODA-SE! É a minha dor, eu é quem sei. Faço pouco de quem faz pouco de mim. Não tenho nada a perder que não seja INFINITAMENTE MAIS ÍNFIMO do que já perdi. quem realmente me ama, e me conhece sabe muito bem quem eu sou e é para essas pessoas que devoto minha amizade e RECIPROCIDADE. aos demais, se a memória é fraca para guardar apenas as falhas que apresentei, só lamento. porque as falhas de cada um, não foram o que ficou para mim. também tenho percepções, só não as exponho por questão de EDUCAÇÃO, GRATIDÃO E AMIZADE. a verdadeira. porque amar alguém só acontece quando diante de tudo que nos apresentam persista ainda a vontade de querer ter por perto. no meu caso persistiu o carinho, se não é mútuo, não tem problema, não me agride em nada. se quando eu precisei de apoio entendeu-se que eu era suficientemente capaz de passar por tudo sozinha, talvez por conta da idade, afinal não tenho 18 anos, e quem sabe se eu tivesse tudo seria diferente; se o fato de entender-se que por conta disso eu não precisava de atenção e carinho, eu sou agora mais do que sempre muito suficiente nos meus sentimentos. nada mudou. na minha SUFICIÊNCIA não me lembro de ter pedido nada a ninguém, em tempo algum. o CUIDADO que recebi foi gratuito por aqueles que se prontificaram. nunca pedi nada, mas hoje eu PEÇO, silencia a boca quando OUSAR falar sobre aquilo que não lhe disse respeito, porque agora não diz mesmo. me respeita como eu respeito incondicionalmente. para mim é SAGRADO. então guarda a opinião. é a minha SAUDADE. só minha.
Música do dia: O mundo - Capital Inicial.
Filme do dia: Amarcord.
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