
fiz as pazes com as palavras. Sim, tinha sido uma briga feia. horrível.
estamos voltando a nos entender.
cá entre nós, partiu de mim toda a confusão. mas posso explicar...., é que cada perninha do a que eu desenhava, cada curvinha do s, cada tracinho pra cortar o f... tudo me cortava em pedaços também. como se fossem elas que tivessem me ferido, como se fossem elas que tivessem bagunçado o alfabeto em meu pensamento.
estamos voltando a nos entender.
cá entre nós, partiu de mim toda a confusão. mas posso explicar...., é que cada perninha do a que eu desenhava, cada curvinha do s, cada tracinho pra cortar o f... tudo me cortava em pedaços também. como se fossem elas que tivessem me ferido, como se fossem elas que tivessem bagunçado o alfabeto em meu pensamento.
mas eu joguei a culpa nas letras. era mais fácil.
embrulhei-as num saco velho de estopa e tranquei-as num baú de cacarecos. eu só não queria mais pensar, lembrar ou entender. era só isso.
então briguei com elas, virei a cara para as crenças que as acompanhavam, fiquei de mal com os poetas.
eu só queria ser diferente.
eu só queria ser igual.
_ olha eu também posso ser casual.
causal.
olha como eu sou divertida também. veja só que alto astral!
romântica eu? sensível...não, não. Deus me Livre e Guarde. gentinha de cabeça fraca.
não sou não, pode ficar sossegado. só quero curtir. hummmm, cerveja até que é gostosa né?... é esquentou... mas é porque eu gosto de cerveja quente também. eu gosto de cerveja de qualquer jeito. é bom demais.
...
três pontinhos.
e meus três pontinhos dizem algo tão distinto dos seus. dizem tanto de mim.
do que eu prefiro nem dizer. do que esperava ouvir. escutei sem você falar. porque só ficou o silêncio seu, que falou mais do que uma enciclopédia toda, me ensurdeceu com tudo o que eu não queria ouvir.
sim porque nesse tempo que eu me refiz num novo mosaico, desenhei você no castelo que passei a construir.
paradoxo de mim. porque quanto mais me nego. mais nego minha essencia, mas a despejo em novas formas onde ela não se encaixa.
mas e se virar assim? e se colocar de ponta cabeça?
e aí que acá estou eu novamente. de frente com a pior ou melhor verdade de mim.
subo ao sótão, destranco minhas antigas e honestas amigas cheirando a guardado, que quem poderia imaginar, mais do que depressa correm e me abraçam com tanta força, me dizendo: sempre estivemos aqui. espirro com a poeira que as cobre, mas inalo com toda a força do pulmão para que me entrem pelas narinas , me invadam por completo e ocupem o vazio que ficou com o novo e velho adeus do novo e velho amor. até que se recomece tudo, até que a história se repita com novos personagens. e quem sabe encerre-se com o esperado felizes para sempre.
música do dia: uma louca tempestade.
filme do dia: o fabuloso destino de Amelie Poulain.
nice
ResponderExcluirwww.kings4u.blogspot.com
Vc não briga nunca com as palavras.
ResponderExcluirElas se contorcem querendo sair de vc.
Saem, todas acesas e remexidas.
Aperecem com nova vida, já que a que elas tinham era vazia demais.
Beijo